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Afinidade e semelhança PDF Imprimir E-mail

Fizemos através da compilação de vários livros de autores encarnados e desencarnados, este modesto e despretensioso trabalho sobre a Lei de Afinidade e Semelhança, e que poderá contribuir para nossa análise e reflexão. Esperamos que ele seja de proveito para todos aqueles que tiverem a oportunidade de lê-lo. Senão, vejamos:

Há médiuns e “médiuns”. Importante o estudo constante e sério dos postulados da Doutrina Espírita sobre o tema tratado neste trabalho, para alicerçarmos com disciplina e responsabilidade o trabalho mediúnico e bem produzirmos na Seara de Jesus.

Vamos encontrar, primeiramente, no “O Livro dos Espíritos”, em sua 46ª edição, tradução de Guillon Ribeiro, a pergunta de nº 457:  “Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?”.  A resposta:  “Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular”.

Já na pergunta de nº 467, do mesmo livro, encontramos:  “Pode o homem eximir-se da influência dos espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?”.  Encontramos a seguinte resposta a esta questão:  “Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem”.

No “Livro dos Médiuns”, edição FEESP, nº 1, traduzido por Herculano Pires, na página 157, Allan Kardec nos instrui:  “... As pessoas que gostam dessa espécie de comunicação (comunicações frívolas) dão naturalmente acesso aos Espíritos levianos e enganadores. Os Espíritos sérios se afastam das reuniões de criaturas irresponsáveis”. (grifamos).

Na página 220, do mesmo compêndio, continua a instrução do insigne mestre de Lyon:  “... Para que um Espírito possa comunicar-se é necessário haver entre ele e o médium relações fluídicas que nem sempre se estabelecem de maneira instantânea”. (grifo nosso).

Encontramos à página 252 do referido livro, outra orientação acerca do tema estudado:  “... Porque, então, nós mesmos teremos muito mais facilidade para responder, graças à afinidade existente entre o nosso perispírito e o do médium que nos serve de intérprete”. (grifamos).

No livro “Nos Domínio da Mediunidade”, ditado pelo Espírito André Luiz ao médium Francisco Cândido Xavier, encontramos vários aspectos relativos à mediunidade e sua aplicação, principalmente no que tange ao tema estudado.

Diz André Luiz:

“A resultante visível de nossas cogitações mais íntimas denuncia a condição espiritual que nos é própria, e quantos se afinam com a natureza de nossas inclinações e desejos aproximam-se de nós, pelas amostras de nossos pensamentos. Se persistimos nas esferas mais baixas da experiência humana, os que ainda jornadeiam nas linhas da animalidade nos procuram atraídos pelo tipo de nossos impulsos inferiores”. (grifo nosso).

Continua André Luiz:

“A mediunidade torturada não é senão o enlace de almas comprometidas em aflitivas provações, nos lances de reajuste”.

“Indubitavelmente, divinas mensagens descerão do Céu à Terra. Entretanto, para isso, é imperioso construir canalização adequada”.  (grifamos)

“Que o mensageiro do Céu fará fulgir a mensagem celestial em nosso entendimento, quando o espelho de nossa alma jaz denegrido pelos mais inferiores interesses?”

“Em vão buscaria a estrela retratar-se na lama de um charco”.

“Atentemos, pois, para a obrigação de auto-aperfeiçoamento. Sem compreensão e nem bondade, irmanar-nos-emos aos filhos desventurados da rebeldia”.

Prossegue André Luiz:

“ – Mas – interpôs Hilário, judicioso --, diante de um campo cerebral tão iluminado quanto o de nossa irmão Celina, será lícito aceitar a possibilidade de invasão dele por parte de Inteligências menos evolvidas? Será cabível semelhante retrocesso?

“Não podemos olvidar – considerou o Assistente – que Celina se encontra encarnada numa prova de longo curso e que, nos encargos de aprendiz, ainda se encontra muito longe de terminar a lição”. (grifamos)

Meditou um momento e filosofou bem-humorado:

“Numa viagem de cem léguas podem ocorrer muitas surpresas no derradeiro quilômetro do caminho”. (grifo nosso).

“ – O benfeitor espiritual que ora nos dirige – acentuou o nosso instrutor – afigura-se-nos mais pesado porque amorteceu o elevado tom vibratório em que respira habitualmente, descendo à posição de Raul, tanto quanto lhe é possível, para benefício do trabalho começante. Influencia agora a vida cerebral do condutor da casa, à maneira dum musicista emérito manobrando, respeitosamente, em violino de alto valor, do qual conhece a firmeza e harmonia”.

“ – Sim, sim... – acentuou o orientador, agora preocupado com o tempo que a nossa palestração consumia – a mediunidade é um dom inerente a todos os seres, como a faculdade de respirar, e cada criatura assimila as forças superiores ou inferiores com as quais sintoniza”. (grifo nosso).

Encontramos, com a mesma singeleza e profundidade, no livro “Mecanismos da Mediunidade”, do mesmo autor espiritual acima citado, considerações acerca do tema aqui exposto.

Enfoca André Luiz:

Dificuldades do intercâmbio“... Basta leve modificação de propósito na personalidade medianímica, seja em matéria de interesse econômico ou de conduta afetiva, para que se lhe alterem os raios mentais. Verificada semelhante metamorfose, esboçam-se-lhe, na aura ou fulcro energético, formas-pensamentos, por vezes em completo desacordo com o programa traçado no Plano Superior, ao mesmo tempo que perigos consideráveis assomam na esfera do serviço a fazer, de vez que a transformação das ondas mediúnicas imprime novo rumo à força exteriorizada, que, desse modo, em certas ocasiões, pode ser manuseada por entidades desencarnadas, positivamente inferiores, famintas de sensações do campo físico”. (grifamos).

Conjugação de Ondas:  “... Atenta ao reflexo condicionado da prece, nas reuniões doutrinárias ou nas experiências psíquicas, a mente do médium passa a emitir, as oscilações que lhe são próprias, às quais se entrosam àquelas da entidade comunicante, com vistas a certos fins”. (grifo nosso).

“Cabe-nos reconhecer que excetuados os casos especiais, em que o medianeiro e a entidade espiritual se completam de modo perfeito, na maioria das circunstâncias, apesar da integração mental profunda entre um e outro, quase toda a exteriorização fisiológica no intercâmbio pertence ao médium, cujos traços característicos, via de regra, assinalarão as manifestações até que a força psíquica da Humanidade se mostre mais intrinsicamente aperfeiçoada, para mais aprimorada evidência do Plano Superior”.

Com a mesma propriedade e firmeza, no livro Médiuns e Mediunidade, Vianna de Carvalho (Espírito) nos traz valiosa elucidações sobre o tema ora pesquisado, senão vejamos:

“Não é, portanto, o ser médium ou não, mas a conduta que este se aplique que atrairá mentes que se irradiam no mesmo campo de vibrações especiais”. (grifo nosso).

“O pensamento do comunicante é captado pelo médium através da “lei de afinidade fluídica” e passa por estágios diferentes”.

As comunicações espirituais não são uma ocorrência fácil como pode parecer ao observador descuidado, exceto nos casos obsessivos, em razão da predominância da mente perturbadora sobre a vencida, por efeito de sintonia natural e cármica entre os afins”. (grifamos).

“Gesticulações e movimentos violentos durante a comunicação, atavismos de linguagem pieguista, imitando antigos habitantes dos países em que os comunicantes nasceram agressividade e contorções faciais como corporais pertencem às entidades inferiores ou ressumam do inconsciente do médium e devem se corrigidos”. (grifo nosso).

“Certamente, nas comunicações dos sofredores desencarnados, podem registrar-se alguns modismos característicos dos estados de aflição em que os mesmos se encontram, todavia, socorridos, devem ter diminuídos os estertores e gestos cuja violência desarticula os sutis mecanismos da faculdade mediúnica”.

Prossegue o Espírito Vianna de Carvalho, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco:  “A lei dos fluídos, isto é, a identificação fluídica entre o médium e o espírito, constitui fator relevante para uma comunicação harmônica, pois que, se os mesmos são contrários ou se exteriorizam em faixas vibratórias diversas, mui dificilmente se podem esperar resultados positivos”.

Face à sintonia psíquica responsável pela atração daqueles que se comunicam, a questão da moralidade do médium é de relevante importância, preponderando, inclusive, sobre os requisitos culturais, porquanto estes últimos podem constituir-lhe uma provação, jamais um impedimento, enquanto a primeira favorecem a união com espíritos de igual nível evolutivo”. (grifamos).

A lei de afinidade e semelhança funciona com automatismo, atraindo para a órbita da ação do medianeiro os espíritos que lhe são equivalentes em propósitos e aspirações, comportamento e interesse”.

Continua o respeitável Espírita Vianna de Carvalho:

“Causam estranheza, não poucas vezes, as comunicações mediúnicas procedentes dos espíritos nobres através de pessoas insensatas ou portadoras de conduta irregular”.

“O normal, que prevalece nesta como em qualquer outra atividade, é a vigência da lei das afinidades, mediante a qual é mais fácil aqueles que são simpáticos entre si se mancomunarem e intercambiarem do que a ocorrência de fenômenos opostos”.

“No que tange aos valores ético-morais, o mecanismo é idêntico. Todavia, com objetivos elevados, as entidades superiores, por falta às vezes de médiuns que sintonizem com os seus relevantes propósitos, utilizam-se daqueles que encontram, com dupla finalidade: adverti-los através de orientações seguras e auxiliar as pessoas confiantes ou necessitadas que lhes buscam o socorro”. (grifamos).

“Mesmos os médiuns ciumentos, imorais, simoníacos, exibicionistas, mentirosos e portadores de outras imperfeições morais, vez por outra, são visitados pelos mentores espirituais compadecidos, que deles se acercam para auxiliá-los, intentando despertá-los para os deveres e compromissos que lhe dizem respeito”.

Prossegue o Espírito Vianna de Carvalho:

Somente a edificação íntima e a conduta sadia constituem segurança para que, portador da mediunidade, busque o estudo e a prática consciente da faculdade, elevando-se pelo pensamento, pelas palavras e atos às Esferas de Luz”. (grifamos).

As tendências morais do médium contribuem fortemente para a qualidade e o tipo das comunicações de que ele se faz intermediário”.

“A sua utilização assinala-a com bênçãos ou desalinhos, de acordo com a conduta do medianeiro, bem como daqueles entre os quais este se movimenta”. (grifo nosso).

De acordo com a conduta moral do médium, atrai entidades equivalentes que a manipulam, dando curso ao caráter que possuem, tornando-a fator de alegria ou de tormento”. (grifamos).

Retornemos, agora, ao maravilhoso “Livro dos Médiuns”, do preclaro Allan Kardec:

Na página 257, da edição referida no início, vamos encontrar a pergunta de nº 6, nos seguintes termos:

Se as qualidades morais do médium afastam os Espíritos imperfeitos, por que um médium dotado de boas qualidades transmite respostas falsas ou grosseiras?”.

Atentemos para a resposta:

Conheces todos os segredos da sua alma? Além disso, sem ser vicioso, ele pode ser leviano e frívolo. E pode também necessitar de uma lição para que se mantenha vigilante”.

Complementando, busquemos a resposta à pergunta nº 9, na página 258, da mesma obra:

“O melhor é o que, simpatizando somente com os bons Espíritos, tem sido enganado menos vezes”. (Obs.: no rodapé consta: o verbo simpatizar é aplicado, neste caso, com o sentido de ter afinidade, ou como diríamos hoje, se sintonizar). (grifamos).

Nas orientações do Espírito Erasto, feitas às páginas 261/264, ele nos afirma, categoricamente, em vários trechos:

“... Os médiuns levianos, pouco sérios, chamam, pois, os Espíritos da mesma natureza. É por isso que as suas comunicações se caracterizam pela banalidade, frivolidade, as idéias truncadas...” (grifo nosso).

Continuando no livro acima citado, no item 256, página 294, Allan Kardec nos diz:

“... Notemos, ainda, que os Espíritos se atraem mutuamente pela semelhança de suas qualidades...”.

No livro  “Diretrizes de Segurança”, da lavra dos renomados médiuns Divaldo Pereira Franco e J. Raul Teixeira encontramos vasta matéria sobre o tema aqui enfocado. Vejamos:

Na pergunta nº 4, sobre médiuns inconscientes, Divaldo responde:

“O fenômeno é sonambúlico, mas a comunicação está relacionada com a conduta moral do médium. Porque o indivíduo que não se modifica permanece numa faixa vibratória negativa e sintoniza com as Entidades mais inditosas, portanto, semelhantes. Colocando-nos no plano da mediunidade, a nossa vivência moral digna interdita o intercâmbio com as Entidades frívolas”. (grifo nosso).

Vejamos a pergunta nº 8 e sua respectiva resposta:

O médium é responsável por toda e qualquer comunicação mediúnica?

Deve sê-lo, porque não é autômato... A conduta do médium é de sua responsabilidade e, graças a essa conduta, ele responde pela aplicação de suas forças mediúnicas”.

E continua Divaldo P. Franco:

“Tal é uma evasão de responsabilidade, porque os Espíritos somente atuam pelo médium nele encontrando receptividade para as suas induções. É importante saber-se que o médium é responsável pela manifestação que ocorra através dele. Para que se torne um médium seguro, um instrumento confiável é necessário que evolua moral e intelectualmente, na razão em que exercita a faculdade”. (grifamos).

No livro  “Mediunidade e Sintonia”, ditado pelo Espírito Emmanuel a Francisco Cândido Xavier, encontramos considerações importantes e valiosas para o nosso estudo:

Diz Emmanuel:

“Mediunidade é instrumento vibrátil e cada criatura consciente pode sintonizá-lo com o objetivo que procura. Observa o próprio rumo para que não te surjam problemas de companhia. Examina os teus desejos e vigia os próprios pensamentos, porque onde situares o coração aí a vida te aguardará com as asas do bem ou com as algemas do mal”.

Nas páginas 57/60, encontramos:

“Tudo na vida é afinidade e comunhão, sob as leis magnéticas que lhe presidem os fenômenos. (...) A mediunidade não pode igualmente escapar a semelhantes impositivos. Almas ignorantes atraem criaturas ignorantes. Doentes afinam-se com doentes. (...) O médium receberá sempre de acordo com as atitudes que adota para si mesmo, perante a vida”.

À página 79, encontramos:

Agir no bem é buscar a simpatia dos Espíritos Sábios e Benevolentes, encontrando-a”. (grifo nosso).

No livro  “Seara dos Médiuns”, 7ª edição, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, na página 172, que nos diz:

Em toda parte, pensas e fazes algo sob a influência de alguém”.

No livro  “A Mediunidade sem Lágrimas”, de Eliseu Rigonatti, nos traz a Lei da Afinidade Moral:

“O conhecimento e a aplicação da lei de afinidade moral fazem com que obtenhamos a proteção e a simpatia dos bons espíritos e evitemos a influência dos ignorantes”.

Afinidade quer dizer semelhança. A lei de afinidade moral é a seguinte: -- Indivíduos de moral igual se atraem e de moral contrária se repelem. Esta lei rege nossas relações sociais tanto para os encarnados como para os desencarnados.

Por conseguinte, a lei de afinidade moral nos ensina que os bons se agrupam e repelem os maus; os maus se reúnem e evitam os bons. Um espírito bondoso não procura um médium orgulhoso; um espírito estudioso nada tem a fazer ao lado de quem não gosta de estudo; um espírito puro afasta-se de um médium que tenha vícios. É difícil para um espírito iluminado pregar o amor ao próximo por meio de um médium rancoroso e vingativo”. (grifamos).

Nas páginas 46/47, da obra acima citada, Rigonatti nos traz a Lei da Afinidade Fluídica:

As manifestações dos espíritos são reguladas pela lei da afinidade fluídica. Esta lei é a seguinte: para que uma manifestação se produza é preciso que o perispírito do médium tenha afinidade fluídica com o perispírito do espírito que se quer manifestar”. (grifo nosso).

E continua Rigonatti:

Não confundamos a lei da afinidade fluídica com a lei da afinidade moral. Uma nada tem de comum com a outra. Entre um determinado espírito e o médium pode haver afinidade fluídica e não haver afinidade moral e pode haver afinidade moral e não haver afinidade fluídica. A afinidade fluídica depende da constituição do organismo espiritual do médium e da do espírito. A afinidade moral é a conseqüência do adiantamento alcançado pelo médium e pelo espírito”.

No livro  “Diálogo com as Sombras”, de Hermínio C. Miranda, na introdução, o seguinte relato:

“... Como a base do fenômeno mediúnico é a sintonia espiritual, e como ainda nos encontramos todos em estágios inferiores da evolução, nos afinamos com maior facilidade com aqueles que também se acham perturbados por desequilíbrios de maior ou menor gravidade”. (destaque nosso).

No livro  “Espíritos e Médiuns”, de Léon Denis, traduzido por José Jorge, edição de 1987, na página 59, encontramos:

“(...) O médium sincero, leal, desinteressado – como dizíamos – pode estar seguro da assistência dos bons Espíritos: mas se ele se deixar invadir pelo amor ao lucro ou pelo orgulho, os Espíritos Guias se afastam e deixam caminho aos espíritos fracos e atrasados”.

Finalizando este humilde e desinteressado trabalho, que somente visou o aprendizado do seu compilador, trazemos a afirmação de um Espírito:

NÃO TEMOS CONDIÇÕES DE FAZER SOM DE UM VIOLINO SE NOS DÃO UMA CORNETA”. 

Ruy Barbosa Meireles – trabalhador do Centro

Espírita Paz, Amor e Caridade

Luziânia – Goiás.

 

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